Aprendemos a amar na infância!

Na infância é que aprendemos sobre o amor.
Quanto mais seguros do amor de nossos pais, ou das pessoas que os substituem, mais seguros nos sentiremos em relação ao amor na vida adulta.

Atualmente, falamos em criação com apego. Esta palavra ainda causa estranhamento em alguns pais e avós que vieram da geração do “deixa chorar que ele (o bebê ou a criança) aprende”. Este modo de educar dos mais velhos (e aqui eu me incluo, pois aprendi assim também com tias e avós) tinha por trás a boa intenção de ensinar a criança que não adiantava chorar “à toa”, pois ela teria que se acostumar com a ausência (mesmo momentânea) dos seus cuidadores. Não creio que estivesse errado e nem que muitas destas mães e deste pais não o faziam com o coração em frangalhos… o problema é que não funcionava. Ou funcionava muito mal…

A criação com apego (em inglês, Attachment Parenting – AP) foi baseada em estudos do desenvolvimento infantil e do cérebro das crianças, concluindo que suas necessidades de sobrevivência emocional estão diretamente ligadas ao contato próximo com seus cuidadores e podem ser resumidas em proximidade, proteção e previsibilidade.

A partir destes estudos, entendemos hoje que pessoas mais seguras emocionalmente, possuem uma referência amorosa da infância que foi baseada em relações mais seguras com seus pais e cuidadores, onde aprenderam desde sempre a lidar com sentimentos de amor, proteção, respeito aos seus desejos, aceitação de suas necessidades, num ambiente de acolhimento e empatia, na maioria do tempo. Assim, estas crianças quando adultos, procurarão manter relacionamentos mais acolhedores, seguros e empáticos.

Da mesma forma, pessoas inseguras nas relações adultas, podem ter vivido na maior parte do tempo, relações com seus cuidadores que lhe geraram este sentimento, que são reproduzidos ao longo da vida, com maior ou menos intensidade. Mas é na relação amorosa que nossas inseguranças ficam mais evidentes.

Quando percebemos que algo não vai bem em nossas relações, é importante nos perguntarmos de onde parte o sentimento de insatisfação. Autoconhecimento é saber sobre si e se sentir confiante para identificar o que se passa dentro de si: sentimentos de bem-estar e sentimentos de mal-estar e trabalhar para identificar, elaborar e mudar a atitude. Este é o trabalho da psicoterapia e é aqui que aprendemos a melhorar a nossa qualidade de vida.

Vale entender que seres humanos não são 100% uma coisa ou outra o tempo todo. Usando o exemplo da insegurança, ela vai aparecer em maior ou menor grau em qualquer relacionamento, independetemente da referência que tivermos em nossa infância. Porém a maneira de lidar com a insegurança é o que nos capacita para termos respostas mais adequadas na relação com o outro, com os grupos e com nossa própria vida.

Por isso, para os relacionamentos amorosos serem mais saudáveis, é importante entendermos sobre nossos comportamentos e sentimentos. Ciúmes, exigências, cobranças excessivas e comportamentos que são prejudiciais à relação, podem ter sua origem na forma como aprendemos a nos relacionar na primeira infância.

Confiança, segurança, afetividade e carinho, também!

 

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luciana@papodaterapeuta.com.br

 

Para saber mais sobre Criação com Apego:

http://www.attachmentparenting.org/portuguese

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