Na relação: quando um dá mais que o outro

Somos livres para amar e se o outro escolhe nos amar também, é maravilhoso!

Tem uma coisa muito intrigante que acontece nos relacionamentos e que geralmente só percebemos quando a relação já está muito desgastada: a diferença de expectativas.

Sabemos que a relação só acontece com atitudes. Para funcionar bem, ambos precisam ganhar! Um dos dois faz sua parte da melhor maneira possível…e nem sempre existe reciprocidade.

Esta diferença de expectativas a que me refiro acontece quando percebemos que um lado dá mais de si do que outro, gerando um desequilíbrio. Um dos dois faz a sua parte da melhor forma possível, faz tudo o que minimamente um relacionamento decente merece e nem sempre recebe o mesmo… a balança pende para um lado só. Daí, aparece a frustração, o medo, a decepção, a frieza, o afastamento e todo o monte de sentimentos ruins que o ser humano consegue sentir. Ufa!

Dedicar-se a uma relação com quem quer que seja, dá trabalho e exige atenção, observação e adaptação. Cuidado e zelo são atitudes nobres e muito especiais, mas nem sempre são manifestadas num relacionamento, na mesma medida, com o mesmo empenho.

Por isso trouxe este tema para nossa reflexão, com a proposta de pararmos por alguns minutos do dia e pensarmos em como andam as nossas relações mais queridas.

– O que eu posso fazer para que na relação com o outro eu jogue a favor?

– Como está a divisão de atenção, de zelo, de cuidado com o(s) outro(s)?

– Quem eu quero na minha rotina de vida? Quem eu quero manter a uma distância saudável para mim?

Ninguém é obrigado a viver uma história que não funciona direito, de modo equilibrado. Uma hora a admiração acaba e aquele sentimento bacana de antes simplesmente desliga dentro da gente, como se o tirássemos da tomada.

Nessa fase é importante entrar em contanto com nossos sentimentos, usar de bom senso, procurar entender motivos e respeitar os eventuais afastamentos. Não dá para obrigar o outro a dar mais do que consegue, do que tem para dar na relação.

Quem se conhece mais e sabe mais de si, vai entender que relacionamento bom é aquele que nos faz feliz! Vai procurar alguém mais generoso, mais cuidadoso, pois sabe que apesar do sofrimento de uma eventual separação, merece mais e melhor. Os que se conhecem menos, vão sofrer meses, anos, décadas… insistindo em algo que não faz feliz.

O importante é tomar consciência da qualidade da relação e entender que não podemos obrigar as pessoas a sentirem da mesma forma como nos sentimos. É simples e pode ser bastante doloroso algumas vezes, mas a dor faz parte de nossa evolução também, certo?

A prática leva à perfeição e para manter relacionamentos perto da perfeição é fundamental observá-los, mudar o que for preciso e entregar-se ao amor. Como disse antes, dá trabalho, exige conversas sinceras que nem sempre são fáceis, mas que fazem tirar do coração toda a bagunça sentimental que a diferença de expectativas causa.

Amor por si mesmo e amor pelos outros. Alimentar bons sentimentos por quem quer recebê-los de nós é a plena satisfação de viver e é ai que está a felicidade.

Pensem nisso!

amor2

 

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